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A Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) de Angola realizou uma cerimónia de abertura de propostas para a sua última ronda de licitações para blocos offshore nas bacias offshore do Baixo Congo e Kwanza, na terça-feira, 5 de abril de 2022, em Luanda, num concurso aberto apenas a empresas convidadas. Na presença de Sua Excelência Diamantino Azevedo, Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, e José Barroso, Secretário de Estado do Petróleo e Gás, a ronda de blocos offshore despertou o interesse de várias grandes empresas globais de petróleo, com três empresas a apresentar propostas para dois dos blocos na Bacia do Baixo Congo.

Representando parte da terceira ronda de licitações lançada pela ANPG em 25 de fevereiro de 2022, o lançamento contou com propostas da italiana ENI, da francesa TotalEnergies e da norueguesa Equinor, com “potenciais compromissos iniciais de investimento que devem chegar a US $ 58,6 milhões para garantir a execução do programa mínimo de trabalhos”, de acordo com um comunicado da ANPG.

Durante o lançamento, a Eni Angola apresentou uma proposta para o Bloco 31/21, em que a Major italiana entraria como operadora com 50% de participação em consórcio com a Equinor. A proposta inclui um bónus de US $ 5 milhões com um pagamento único 30 dias após a primeira produção no bloco.

Por seu lado, a TotalEnergies apresentou uma proposta para o Bloco 16/21. A proposta veria a empresa francesa com uma participação de 100% com o bónus pago de acordo com o volume acumulado de produção numa faixa de 0,10 cêntimos por barril – se a produção acumulada for inferior a 200 milhões de barris – com o potencial de atingir 0,30 cêntimos se a produção for igual ou superior a 400 milhões de barris.

“A retomada das licitações em Angola, após o seu longo encerramento, é algo que com o tempo contribuirá de facto para a dinamização da indústria e da economia, uma vez que sem investimento não haverá novas descobertas nem aumento da produção. O facto de estarmos aqui reunidos para assistir à abertura pública de propostas para a terceira ronda de licitações é já uma vitória para toda esta equipa que se tem empenhado em executar a estratégia nacional delineada para o sector”, afirmou o ministro Azevedo durante seu o discurso de abertura no lançamento, acrescentando que “vamos continuar a trabalhar com a dinâmica da indústria extractiva mundial para podermos obter resultados concretos do potencial de recursos naturais de que dispomos neste importante sector da nossa economia, explorando mais e produzindo mais”.

O Presidente da ANPG, Paulino Jerónimo, afirmou que, “Saber que as bacias em licitação estão estudadas, que os investidores o puderam comprovar, que o nosso ambiente de negócios se recomenda – e que os investidores o reconhecem – e que a ANPG é um garante de diálogo e de trabalho contínuo com os operadores e com os parceiros que confiam em Angola.”

Os blocos restantes que não receberam propostas estarão disponíveis para adjudicação ao abrigo do Decreto Presidencial n.º 249/21.